segunda-feira, julho 14

Meus pensamentos sobre a Copa do Mundo

Hoje o povo brasileiro acordou mais triste. Como num dia de domingo pós-festa, quando caímos da cama apenas para reviver as memórias e limpar a bagunça que a última noite deixou, assim levantaram os brasileiros nessa segunda-feira, com sentimento de nostalgia e gostinho de "quero mais". 
Por um mês o país mais festeiro, animado, corpo-a-corpo, chega-aqui-que-a-festa-é-sua do planeta sediou um dos eventos mais unificadores que existe, e, como havia de ser, deu o melhor de sí para fazer o melhor dele. Não sei se foi o sentimento de copa e a paixão pelo futebol, ou a súbita alienação causada pelo break que os noticiários, revistas e telejornais deram aos assuntos cotidianos (aka violência, indignação política, falta de estrutura geral, etc...) para noticiar o mundial, mas por 30 dias, nós brasileiros, fomos mais felizes. 


Foi como sair de férias, sabe? Literalmente até. Tinham dias em que eu saia com meus amigos e fazíamos amizade com colombianos, canadenses, franceses... Tirei selfie com um costa-riquense e até troquei WhatsApp com um australiano! Hahaha 
Isso foi inédito pra gente, essa mistura de povos. Parecia que estávamos todos num grande caldeirão de culturas (palavras usadas por Galvão Bueno para descrever a final no Maracanã, que jogo!) e isso não vai ser fácil esquecer.
Cada jogo era uma emoção, do Brasil ou qualquer outro time! Reunir a galera, debater futebol, trocar ideia sobre a seleção... Momentos inesquecíveis que só de lembrar o coração aperta.


Quanto à questão política, vivemos hoje num regime complicado que provavelmente tem seu dedinho metido no meio da alienação que vivenciamos nesse último mês. A Copa foi a última tentativa de um partido de se reestabelecer na mente de seus eleitores, e, graças ao belíssimo 7X1 que levamos da Alemanha, essa bola bateu na trave. Torci pelo Brasil até o último minuto, mas entendo a escolha de quem preferiu ver outra seleção sendo campeã, pois se é necessário perder o hexa para que a nação inteira veja os problemas que vive diariamente, que seja. 
Esses dois lados dividem a minha opinião, mas vou apelar para meu patriotismo e dizer que, como brasileira, minha emoção reina sobre a minha razão e isso faz com que eu tenha amado essa Copa de uma maneira tão intensa que não chega a comparar com nada que eu tenha vivido nos últimos tempos. Só o pensamento de que a festa acabou já deixa lágrimas, mas ter esperanças de que o gigante finalmente tenha acordado traz o sorriso de volta ao rosto. 


Serão 4 anos até o próximo mundial, e no mínimo mais 40 até o Brasil sedia-lo novamente, e eu espero que até lá nosso país consiga conquistar um orgulho e uma posição política que não obrigue nenhum filho seu a torcer contra seu time. A seleção mostrou sua força e amarrou seu amor na chuteira, agora vamos ver o que nós, aqui, fora do estádio, somos capazes de fazer pela nossa bandeira.

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