sábado, agosto 30

CFW: Pensamentos Finais

Uma coisa que aprendi na minha trajetória rumo ao auto-conhecimento (trajetória na qual eu ainda apenas arranho as beiradas), é que eu sou um indivíduo que precisa de uma palavra que fica tão linda no inglês que eu até esqueço como se diz na minha língua nativa: closure. Finalização, sabe? Seja um ponto e virgula, como um "até mais ver" ou um ponto final, mais para "adeus".
Isso ta valendo pra tudo, tudo mesmo, inclusive eventos de moda de cinco dias aos quais sou convidada a botar meu "chapéu de blogueira" (e, nesse caso, existiu realmente um chapéu) e reportar com sinceridade a minha opinião sobre o que rola por lá. O evento em questão foi o Capital Fashion Week, e como sinto que não fui aberta o suficiente sobre meus pensamentos em relação a ele, resolvi escrever esse post única e exclusivamente para spill out minhas opiniões sobre o maior evento de moda do Centro-Oeste.

Backstage de Viviane Kulczynski por Paulo Fernando

Bom, sinto que esse foi um Capital excepcionalmente nostálgico, dado que esse ano se completa uma década de CFW. Logo, com esse sentimento no ar, era fácil encontrar pessoas relembrando as primeiras edições do evento. Edições as quais eu não compareci, pois tinha menos de cinco anos de idade e não sabia nem o que era um blog ainda (eles existiam a dez anos atrás? Acredito que não). De qualquer maneira, uma mudança considerável foi apontada: o CFW, que antes era uma grande semana de moda, com celebridades (essas eu cheguei a pegar um pouco) e marcas conhecidas se despiu de seus floreamentos e se tornou um evento um tanto quanto mais regional, com marcas, modelos e profissionais exclusivos de Brasília. Por um lado, acho bom que a produção do evento tenha percebido o potencial de design que tem na capital do Brasil, mas por outro, não parece um pouco que o evento está diminuindo, ao invés de crescendo?
E por falar em potencial, é basicamente isso que vejo quando alguns estilistas desfilam suas coleções. Se arrastam pela passarela criações que são ainda diamantes brutos, que não receberam a lapidação necessária para brilharem seu máximo, ou nesse caso, o investimento que precisam para levarem suas ideias ao próximo nível. Investimento em produção, costura, tecido... Esse tipo de mudança que eu julgo ser a mais necessária.
Por fim, acho indispensável um crescimento no marketing do evento. Trazer mais visibilidade, exibir nossa moda, "amostrar" mesmo o que nós temos a oferecer, tornar um passe para o Capital objeto de desejo e fazer com que as pessoas de outras cidades queiram se vestir como as pessoas de Brasília. Isso tudo só acontece por meio da publicidade e da propaganda, das estratégias de marketing e do trabalho duro para tornar Brasília uma capital mundial da moda.
Eu, como boa otimista que sou, tenho fé que esse dia ainda chegará. Se as escolhas certas foram feitas e os caminhos corretos, tomados, não haverá espaço para "pequeneza" na moda brasiliense.

2 comentários:

  1. Pois é flor, gostei da sua sinceridade, em relação a esse evento famoso e muito, e mais engraçado que você escreveu que foi convidada e teve que vestir chapel de "BLOGUEIRA" e foi com uma literalmente rsrsr, meu tio morava em brasilia e nunca fui lá rsrs.
    Flor tem post novo de um aparelho que dá CHOQUE no rosto, poderia me visitar?
    Claro que sempre que você tiver post novo basta me avisar que venho ver
    magrafelizpensa.blogspot.com e www.youtube.com/user/marcmarify

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    1. Fico feliz que tenha gostado do post Marcelia!
      E venha visitar Brasília, vale muito a pena :)
      Beijos!

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Beijos!