quinta-feira, julho 31

Descobrindo as possibilidades da Makeup Academy Palette, da Sephora

Uma das compras mais inesperadas que fiz ano passado, sem dúvida, foi a Makeup Academy da Sephora. Inesperada porque, apesar de ficar encantada com essas paletas monstras que a multimarca de beauté francesa desenvolve, nunca me vi realmente precisando de uma. Preferia comprar uma sombra que queria muito do que noventa e cinco que eu gostava um pouco, entende? Esse pensamento sempre me impulsionou na direção contrária às paletas desse estilo, mas quando bati o olho na Makeup Academy em plena Sephora Paris, não resisti. Fui testando as sombras, os batons, blushes... De swatch em swatch eu ia caindo de amores por ela. Não deu outra, trouxe para a casa não apenas a minha, mas umas cinco irmãsinhas pra dar de presente durante o ano! Hahaha
Durante esses últimos sete meses me dei o tempo de testa-la. Sem pressa, sem objetivos, apenas brincar com ela para descobrir todas as possibilidades da bonitona. O resultado? Fiquei completamente surpresa com o nível de praticidade dela! 


Compacta como nunca vi, a M.A. torna quase todo seu valioso estoque de makes obsoleto. É sério! Da pra fazer uma maquiagem, duas, três, nove, quem sabe viver a vida tranquilamente usando apenas dos produtos da Academy + um bom rímel e base amiga. Ela é muito bem equipada gente, muito! Pós, corretivos, blushes, até primer para o rosto vem compactado nessa pretona! Fiquei impressionada com isso. 
A qualidade dos produtos eu já conhecia, amo a marca própria da Sephora e não me decepcionei com pigmentação, durabilidade, cor e outros fatores. Já possuo pós e delineadores da francesinha, logo, sabia que ia gostar da química envolvida nas makes dessa paleta. E por falar em delineador, outro ponto forte; os delineadores coloridos! Sempre tive vontade de testar um olho com delineado diferente, de uma cor inusitada, mas na hora de me decidir no tom ficava confusa e acabava só no preto mesmo. Agora com a Academy, posso fazer um traço diferente todo dia! Hahaha
O lado ruim, que é inevitável de existir, é a pouca variedade nos tons das makes para a pele. É chatinho isso, claro, pois muitas meninas vão ter ai uma gama de produtos dos quais não vão poder aproveitar. Porém, não da pra compotar todos os tons de pele em uma só paleta de maquiagem, né? Vamos dar uma trégua, ela tem 130 makes! Incluindo 72 sombras, 28 brilhos, 18 delineadores, 7 blushes, 3 corretivos e 2 primers! Uffa! 
Estou encantada com a minha Makeup Academy, e me encanto cada vez que descubro uma possibilidade nova para sua infinita combinação de números. Nunca fui boa em exatas, mas essa matemática das makes, apesar de cento e trinta vezes maior do que estamos acostumadas, não me assusta nem um pouco!

quarta-feira, julho 30

Meu Book 1.5 (Parte #3 - Final)

E finalmente, depois de quase dois meses de muitas fotos e insides, chegou a hora de mostrar a parte final do meu book de quinze anos. A parcela de hoje dos shots, assim como as últimas, também são dentro da lancha. Algumas tem a participação das minhas amigas, vestidas agora com traje branco, mas na maioria estou sozinha mesmo. 
Um destaque super especial desses cliques é meu vestido mullet, que aparece flutuando comigo nas mais variadas poses. É um dos meus vestidos favoritos no mundo inteiro e nem preciso dizer que ele foi comigo para o cruzeiro também, onde o usei para jantar. O efeito que ele da nas fotos é incrível, e mais uma vez o Marcos se superou no talento!


Isso encerra a primeira etapa desse trabalho que fiz no studio do Marcos! A segunda, mais recente, fiz com o Bruno, ex fotógrafo do Marcos que acabou de abrir seu próprio studio! As fotos desse outro projeto ficaram incríveis também, um conceito super diferente mas que também é a minha cara! Não vejo a hora de mostrar pra vocês, vim desovando algumas preciosidades no Insta nesses últimos meses e olha, acho que vocês vão pirar! E viva o rito de passagem dos books de quinze, dezessete, dezoito, vinte e quatro ou cento e nove anos! Porque qualquer idade é linda e absolutamente perfeita pra uma boa foto.

terça-feira, julho 29

Look Do Dia: Bustier

Existem peças que eu gosto de chamar de "peças alegóricas". Alguns possuem-nas mais que os outros, e eu definitivamente mais que a maioria. São peças que beiram o unwearable, o corcky e o edgy e várias outras palavras inglesas que não tem tradução literal para o português (alô Aurélio, vamo empatar esse jogo ai! Só saudade não ta resolvendo mais! Haha). Peças como uma headband turquesa a lá Coachella, uma tiara com orelhas de gatinho em pérolas e um bustier encrustado de pedrarias. Todos acessórios os quais eu possuo e que um dia ou outro renderão looks do dia pra cá. Aliás, esse último da lista é um forte coadjuvante na produção de hoje, e needless to say, ele roubou a cena.



Camiseta: Zara
Saia: John John
Bustier: Acervo (internet)
Salto: Schutz
Clutch: Versace
Pulseiras: Forever 21, Nova York e variados

Apesar da saia ser estréia e já muito amada, acabei achando o corpo do look meio sem sal. Os tons de marrom dela migraram para os pés e conversaram bem com o vinho da bolsa, mas ainda depois de escolhidos esses acessórios de peso ainda faltava alguma coisa. O que fazer nessas horas? Hmm, talvez um bustier preto bordado resolva o problema! E não é que resolveu? Pra fazer companhia ao bling, pulseirismo intenso (tão 2011 gente! Nessa época eu não saia de casa sem meu arm party bem caprichado) e olhão super preto. E mesmo colocando pensamento em cada detalhe da produção, não tem jeito, o showstopper da roupa é o danado do bustier. Pra provar que as "peças alegóricas" tem sim seu valor e que vale muito a pena dar aloka e fantasiar um pouco de vez em quando. 

segunda-feira, julho 28

Meus livros preferidos

Vocês já devem ter reparado por meio dos meus posts que, apesar de voltar meus assuntos na maioria das vezes para moda e estilo, sou uma menina 100% multimídia *insira emoji batendo cabelo aqui*. Gosto de música, de cinema, de tecnologia e, evidentemente, de reportar e comentar sobre tudo isso aqui, direcionando o foco para o lado fashion se ele o comportar.
Já falei sobre todos esses temas, mas tem um outro percursor cultural pelo qual eu sou apaixonada e mais hora menos hora viria comentar com vocês: livros. Como já disse aqui antes, hoje sou bem mais tranquila, mas houve uma época em que eu devorava um, até dois por semana. Terminava um romance e algumas horas depois já começava outro, não dava muito intervalo não. 
Nessa, tiveram alguns livros que foram bons, bacanas, acrescentaram. Mas outros marcaram de verdade e se destacaram. É desses que vou falar hoje. 


LOLITA 
Já falei de Lolita aqui, e, sinceramente, não há muito a acrescentar "Nabokov, apesar de embromar e embromar por incontáveis páginas, fez desse livro uma coisa linda. Linda mesmo, no sentido mais pleno da palavra; Lolita é um livro lindo." Palavras que escrevi a um mês atrás e que vão sempre descrever a maneira que vejo Lolita. É um romance que te traz pena, desejo, amor e empatia, todos enrolados no dedo ninfeto da jovem e audaciosa Dolores, que é pra mim, no seu minimalismo, um dos personagens mais enigmáticos e interessantes com os quais já cruzei entre páginas. 
ANJOS E DEMÔNIOS 
O primeiro livro que li de Dan Brown; não precisou muito mais que isso pra perceber que o cara sabe bem o que faz. Anjos e Demônios relata a primeira aventura do professor simbologista Robert Langdon, eternizado nas telinhas pela pele de Tom Hanks. Eu confesso que nunca vi o filme, mas duvido que chegue aos pés dessa obra literária; ela ensina, ela educa, ela instrui mas primeiramente ela diverte, ela tranca, ela faz você não querer parar nunca mais. Admito que chega a ser angustiante o tanto que esse livro te prende, mas esse é um masoquismo pelo qual vale a pena passar. 
A CULPA É DAS ESTRELAS 
Eu sei, eu sei. Desapontadoramente previsível ver uma adolescente escolhendo esse como um de seus livros preferidos. E sabe o pior? Quando comprei A Culpa É Das Estrelas, na livraria do aeroporto de São Paulo, estava procurando apenas uma literatura tutti-frutti pra me ocupar durante 10 horas de voo até a França. O que eu encontrei na obra de Green, na verdade, foi uma história encantadora que me fez ver várias coisas com outros olhos, dentre elas a saúde, o amor, a empatia, a solidão, o autruismo e, como dito por Hazel Grace no livro, "os efeitos colaterais de estar morrendo". Cheio de frases lindas, A Culpa É Das Estrelas me levou ao chão em meio ao meu choro. Meus pais começaram a ficar preocupados e eu cheguei a ter que dar um tempo no livro para não estragar minha viagem com meus prantos. No fim das contas, reli a obra mais duas vezes e ainda sou apaixonada por ela, mesmo depois de todo o frisson que ela causou entre as adolescentes. São muitas lágrimas que envolvem a história de Augustus e Hazel, mas a última delas tem gosto de esperança.  
MISTRAL'S DAUGHTER 
Se eu fosse obrigada, nessa vida, a escolher um livro preferido, soberano, rei de todos, esse seria Mistral's Daugther. Livro favorito da adolescência da minha mãe, resolvi lê-lo simplesmente porque meu nome (e apelido) provem de uma das personagens principais (Theodorá, Teddy, mas ela é francesa, ruiva e tipo assim a Gisele Bundchen da época). O livro conta a história de Maggie, francesa provençal aspirante a modelo de pintores e Julien Mistral, pintor descreditado porém insuperávelmente talentoso e de como a convivência deles por algumas semanas mudou suas vidas para sempre. Me surpreendi com a literatura genial de Judith Krantz e com seu conhecimento sobre arte, moda e a beleza e glamour dos anos 20, além da maneira suave e nada maçante com que ela faz se passarem cinquenta anos em seiscentas páginas. Ao todo, a combinação de um jeito de escrever maravilhoso e uma história que é ao mesmo tempo intrigante e gostosa fazem desse um dos livros que mais me marcaram, do nome na minha certidão até minha maneira de pensar. 
O MUNDO DE SOFIA 
Esse eu confesso que ainda não terminei mas já é um dos meus preferidos. O Mundo de Sofia, pra quem não sabe, são basicamente quinhentas páginas de um curso de filosofia misturadas com uma bela e deliciosa história no meio. Nunca me vi lendo a fazendo marcações ao mesmo tempo, e apesar de parecer um exercício chato, me fez admirar e gostar ainda mais de filosofia. Pra mim, esse é o ponto principal desse livro; entender que filosofia é onde tudo começa e tudo termina. O que ta no meio a gente escreve. 
O PEQUENO PRINCIPE 
Li esse livro quando pequena e não entendi bulhufas. Não que eu fosse uma criança burra nem nada, mas eu simplesmente não tinha a sensibilidade e a mentalidade necessárias para entender e apreciar a profundidade que tem O Pequeno Príncipe. Aliás, não vejo porque esse livro tem sido tachado como infantil durante todos esses anos. Ele não é infantil. É para adultos com mentes de criança. Apenas eles conseguem compreender por inteiro a magnitude desse fino porém poderoso livro. Saint-Exupery foi sem dúvidas um romântico, mas sua obra mais famosa tem o cheiro da felicidade. 
Um livro é uma das coisas mais mágicas que existem, e conversa de "vó da biblioteca" a parte, um vida sem uma leitura regular falta graça. Pegue um livro, qualquer um, e você vai perceber o que era chato e maçante se tornando muito mais colorido. O sentimento do processo é bom, mas o que fica depois de lida a última página, isso é o que faz a gente evoluir. Isso fica pra vida toda.

quarta-feira, julho 23

As personagens fictícias mais bem vestidas das telinhas

Dentro do universo do cinema, uma profissão sempre esteve entre as minhas favoritas; figurinista. Sem querer tirar o mérito do ator, claro, mas são eles que dão alma ao personagem e fazem o publico vê-lo exatamente como ele deve ser visto. Dentre os grandes momentos da moda dentro do cinema, podemos citar inúmeras vezes os papéis de Audrey Hepburn, além da eterna Carry Bradshaw e toda a galerinha de Gossip Girl. Porém, existem outros nomes que, apesar de terem menos visibilidade e não terem sido tão comentados quanto os citados acima, são alguns dos meus preferidos. 

Cher Horowitz, As Patricinhas de Beverly Hills
Já falei aqui da minha paixão eterna pelo filme As Patricinhas de Beverly Hills. Um dos motivos, sem dúvidas, é o guarda-roupa preppy de Cher, que tem o grande mérito de ser a primeira pessoa a me fazer gostar do estilo dos anos 90. São mais de vinte looks em duas horas e todos eles despertam desejo. Meus preferidos? O conjunto xadrez com a boina preta que toma meros dois segundos de filme, o vestido Calvin Klein branco que ela usa pra badalar com o gatinho (e ainda não descoberto gay) do Chris e o Alaia vermelho pelo qual ela quase morreu nas mãos de um assaltante. Sem exageros, Cher representa um objetivo de vida.


Penny Lane, Almost Famous
Recentemente assisti Almost Famous e resolvi que quero ser Penny Lane. E quem não quer? Naturalmente impecável (uma Kate Hudson de vinte anos mas carinha de quinze, pode isso?), queridinha das bandas de rock e, principalmente, musa fashion que personifica como ninguém o estilo dos anos 70. Ok, fazer a "boogie girl" muita gente consegue, mas o que é tão espetacular sobre o figurino de Penny (e sobre a estética do filme em geral) é exatamente o fato dele passar longe do caricato, traçando uma linha firme entre "fantasia" e "roupa do século 21". Nas produções dela, vemos muitas referências seventies, mas todas elas podem ser usadas hoje com a mínima adaptação. Adoro isso, pois permite que nos inspiremos literalmente no que Miss Penny Lane veste. 


Betty Draper, Mad Men 
Ainda sobre figurinos de época, a série Mad Men nos presenteou com a maior diva dos anos sessenta que a teledramaturgia americana já conseguiu inventar; Betty Draper. A esposinha perfeita do super publicitário Don Draper é tipo assim, a gêmea do mal da Grace Kelly. Linda, pura e lânguida, a loira é um dos meus personagens preferidos, mas não pela sua profundidade e diálogos complexos, e sim pelos vestidos sixties incríveis que ela desfila a cada cinco minutos de programa. Até pra passar o dia em casa sendo "a mulher ideal", Betty está sempre acompanhada de um bom batom vermelho e um universo de saias bufantes e candy colors. Já desenterrei as minhas!


Andy Sachs, The Devil Wears Prada
Chegando finalmente aos anos dois mil, tem um ícone que definitivamente marcou os amantes de filmes de moda e, porque não, de uma bela transformação. Andy, de O Diabo Veste Prada, passou os primeiros dez minutos de filme bem "patinha feia". Porém, com uma fada madrinha careca com óculos retrô e um pouquinho de Dior, não precisou nem de Bibdy Bobdy Boo pra ela se tornar it girl dos da cabeça às botas Chanel. São dezenas de looks maravilhosos que ela passa a usar, e, como eu tenho de ter meus preferidos, diria que o look do momento "você vai pra Paris e não a Emily", com os colares de pérolas está entre eles. Ah, a saia midi verde com o bolerinho e a clutch mostarda sempre me encanta também. E porque não o body com saia lápis e estola de pele escolhido para o encontro com aquele deus loiro de olhos azuis? São tantas produções bem pensadas que fica complicado de escolher. Acho que a gente se identifica né? Afinal, no fundo somos todas uma Miranda girl. 


Madison Montgomery, American Horror Story
Pulando de volta para as séries, a terceira temporada de American Horror Story me fez olhar a série com outros olhos. Por dois anos, AHS era para mim apenas casas mal assombradas e câmeras de tortura, mas quando Emma Roberts entrou pra série como aprendiz de bruxa, aí galera, a coisa mudou de figura. Madison, sua personagem, é tipo uma Blair loira com poderes sobrenaturais que usa muito preto e tem um flerte com o gótico que transcende seus looks. Mas o mais contraditório é que, apesar dela ser de fato uma bruxa e de seus looks representarem muito disso, ela também tem um pézinho no preppy e é muito, muito moderna. Tantas referências misturadas mas que juntas formam uma produção coesa, é nisso que está a chave para o estilo desejo de Madison.


Nicki Moore, The Bling Ring
Por fim, outra Emma que surpreendeu. Quando os trailers de The Bling Ring começaram a circular, fique surtada pois sabia que iria amar os figurinos. Houve muito frisson quanto a isso, e quando chegou a hora H não dava pra duvidar que eu iria ficar completamente apaixonada pelo estilo inesperado de Nicki, personagem de Emma Watson. Antes de dar o play, imaginava o guarda-roupa de Nicki bem "madame", com um exagero na "peruísse" e nos cortes sensuais. Mas à medida que via o filme, percebi que esse é apenas um dos muitos traços que compoem seu estilo, que coordena com harmonia os dois lados da vida de Nicki; adolescente "boazinha" em casa e party girl moderna que assalta as mansões dos famosos no tempo livre. Resultado: gostei muito mais. Assim, misturando uggs com jóias finas e shortinhos jeans com mega saltos, a maneira de se vestir de Nicki se tornou bem mais adaptável para a vida real. Pois querendo ou não, ela nos ensinou que da sim pra fazer a Paris na medida do que nossos dezessete anos permitem.


Existe um mundo de figurinos incríveis muito além do que nosso vão conhecimento abriga, e parte da diversão de assistir um filme, uma série ou até uma propaganda de iogurte é justamente incorporar ao nosso próprio estilo aquilo que nos agrada na maneira que seus personagens se vestem, se maquiam e se portam. Com um olho crítico e cuidado para não exagerar, o mundo das telinhas pode ser tão eficaz quanto um cartão de crédito numa loja.

Minhas escolhas das semanas de moda europeias

Normalmente não sou muito fã de posts sobre as Fashion Weeks. Amo acompanhar no insta e em alguns portais aqui e ali, mas sinto que a abordagem internética da coisa é sempre muito parecida; várias montagens, milhares de fotos, dezenas de adjetivos e, honestamente, pouco conteúdo. Esse ano resolvi mudar. Me encantei tanto com os cliques que a galera das modas compartilhava do frisson fashionistico que me animei com a ideia de um post mostrando tudo aquilo que mais me impressionou e que verdadeiramente chamou minha atenção. 

A noiva de Elie Saab 
Evidente que eu iria começar pelo grande showstopper da semana, o milhares de vezes reblogado, repostado e retuitado vestido de noiva do Elie Saab. Quando vi o modelo pela primeira vez fiquei embasbacada, pois achei engraçado um estilista conseguir colocar todos os meus gostos e desejos para meu futuro wedding dress em um único modelo, mesmo eu sendo a pessoa mais indecisa e misturada do mundo. Olhei uma, duas, três, nove vezes e sim, ele tem a) a saia enorme de princesa b) alças da largura exata e decote perfeito (nota: não curto vestidos de casamento tomara-que-caia) c) bordados feitos por anjos que me fazem chorar sangue d) a calda que sai limpando o chão da igreja e d) o véu mas incrível já confeccionado na história das histórias. O vestido já foi devidamente escolhido, agora só falta o noivo! (alguém ai sabe se o Alex Turner ainda ta solteiro?)


A locação do desfile da Dior
Um desfile, no mundo da alta moda europeia, não é apenas um desfile; é uma experiência. Um show que deve provocar encanto por todos os lados, e, além de fazer suspirar pelas roupas, também causar calafrios por causa de seu cenário. A maison Dior entende muito bem desse fenômeno, por isso seu último desfile aconteceu em pleo Rodin, museu francês antiquissimo que tomou o lugar do mais antiquissimo ainda hotel Biron (Van Gogh e Renoir marcam forte presença la dentro). A vista de fora já era um tudo, com enormes jardins dignos de um sonho de Alice. E como se não fosse o bastante, dentro o salão era um verdadeiro buquê de flores, com enfeites brancos pelas paredes e no teto. Uma combinação perfeita para o clima suave e etéreamente moderno da coleção desfilada pela grife. 


O degradê de Giambattista Valli
Vira e mexe me pego pensando sobre o que usaria nos tapetes vermelhos se fosse uma super A list starlet hollywoodiana. E quando aparecem desfiles com vestidos como os de Giambastitsta Valli nessa temporada então, o sonho distante se junta com o tal do wishfull thinking e me mata de vez. Tipo de vestido que mais cedo ou mais tarde vai estar vestindo um corpinho de milhões de dólares em bilheteria pra estourar o flash das câmeras. E eu já digo de antemão; quem vestir qualquer um desses modelos será auomáticamente minha grande preferida da noite. 


A alta joalheria das grifes
Que marcas como Louis Vuitton e Chanel arrasam nas passarelas, nos red carpets e nas wishlists todo mundo já cansou a beleza de saber. Porém, o que muita gente ainda não descobriu é que grifes de alta classe como essas tem também um enorme flerte com a área do rebuscado e trabalhado design de jóias. Um dos grandes destaques na zona do Euro nessas últimas semanas tem sido justamente a apresentação de coleções novas dessas preciosidades das labels citadas acima. O colar de opala com detalhe em esmeralda da Vuitton por exemplo, foi fruto da colaboração de Lorenz Baumer (responsável pela requintadíssima joalheria francesa de mesmo nome) com a marca centenária. Definitivamente um show stopper.


O lançamento do Karlito, chaveiro felpudo da Fendi que faz homenagem a Karl Lagerfeld
Nunca peguei Karl Lagerfeld como tipo bem humorado, mas audácioso e narcisista, isso ele é. Combinação essa que rendeu um novo brinquedinho para as it girls; o Karlito. Desfilado na temporada passada da Fendi, o bichinho de pelucia fashion deu o que falar na época e agora é a hora dele conquistar as ruas também, pois finalmente foi recebido nas lojas da maison italiana. Confesso que o achei uma graça e o compraria só pela diversão de te-lo, afinal, mais hora menos uma a Anna Dello Russo que vive dentro da gente pede uma brechinha pra pirar um pouco hahaha


O verde gráfico nos olhos da Versace
Cinco minutos após encerrado o desfile da Versace, tudo o que a galera das modas comentava estava relacionado não aos vestidos bafônicos apresentados (apesar deles terem causado muito frisson), mas sim à maquiagem surreal do desfile. O verde gráfico metalizado foi obra da one and only Pat McGrath, que idealizou esse formato "delineador gatinho" e fez muitos queixos caírem. Confesso que de inicio não fui muito com a cara dessa make, mas depois de absorver as possibilidades e inspirações achei uma ideia válida para ser adaptada e implementada na nossa balada de cada dia. Mais uma vez rainha Pat acertou!


Novidades incríveis, desfiles arrebatadores, convidados ilustres e muita, muita moda em seu mais alto grau. É nisso que se resumem as semanas de moda da Europa. Agora vem a fase "aguardar para ver como isso vai afetar direta ou indiretamente nossos desejos consumistas nos próximos meses". E eu já posso dizer sem o mínimo receio que por mim sairia pela rua toda princesa de vestido volumoso com meu Karlito na mão e colar de esmeralda no pescoço. É, cada um tem o sonho de vida que merece... 

P.S.: Gente, criei ontem um Insta especial pro blog! Segue lá! @Enteddyada, e se ainda não segue o meu princípal, @TeddyZaccara, aproveita e já vai distribuindo seu follow por ai que eu ia amar! Haha

terça-feira, julho 22

Look Do Dia: Cintura Alta

Uma contradição fashion pra começar o post; até pouco tempo atrás, jeans de cintura alta era, ao meu ver, brega e well fitting ao mesmo tempo. Tipo, te deixava gata mas comprometia seu senso de moda, sabe? Loucuras minhas que foram tardiamente quebradas após um surto que eu sofri por calças high waisted. Comprei uma na França e não tinha ainda se quer tocado nela, até semana passada.


Camiseta: Hadduoyi
Jeans: Burberry
Cinto: Burberry
Salto: Studio TMLS
Bolsa: Louis Vuitton Alma BB

Estava com uma estética fixada na cabeça e evidentemente que essa seria a composição escolhida para o dia de estréia da bonitona. A combinação em questão constava de um cinto largo, bem aparecidão mesmo e uma camisetinha mais soltinha, pra fazer o contraste com o jeans skinny. Aproveitei que eu já tinha aberto a porta para a oportunidade e joguei outra pecinha que ainda não tinha sido usada, que é essa camiseta p&b com gola flutuante e muitos, muitos recortes incríveis. Saltão, bolsinha tira-colo e batomzão vermelho (raramente uso, mas quando passo gosto de faze-lo assim, com make "nada" e só a bocona vermelha pra contrastar) finalizaram esse look idealizado e trancaram muito bem uma bela noite de sexta.

segunda-feira, julho 21

Apps e programas para enriquecer seu gosto musical

Já perdi a conta de quantas vezes disse por aqui que sou uma verdadeira rata de iPod. Tem toda uma tag pra provar que sou viciada em música, e de fato não consigo parar de falar sobre minhas descobertas musicais e o que eu curto escutar. Sobre isso, estava pensando recentemente na maneira em que descobrimos e nos apegamos a um hit. O rádio é sem dúvidas o maior contribuidor de novidades para nossa playlist, mas para alguém como eu, que não é lá muito fã do tipo de coisa que toca nas FMs, a procura por uma maneira mais interessante de renovar "Os Mais Tocados" é um pouco mais trabalhosa. Nessa, esbarrei com tecnologias que vem me conectando a bandas e artistas que super caem no meu gosto, e compartilhá-las eu devo. 


8 Tracks 
Sem dúvidas um dos meus aplicativos preferidos para descobrir músicas. Nele você seleciona tags que descrevem a sua "vontade musical. Em dois cliques ele te apresenta playlists compostas por gente do mundo todo que, com sorte, terão um gosto parecido com o seu. Conheci algumas das minhas bandas preferidas por meio do 8 Tracks e sempre que estou começando a enjoar do que estou escutando eu dou um pulo lá para ser apresentada a artistas que não conheço. É um verdadeiro eye opener pra quem tem um gosto levemente peculiar se tratando de notas e arranjos.
Indie Shuffle 
Descobri o indie shuffle completamente por acaso e, depois dele, descobri várias musicas que hoje estão entre as minhas preferidas. Na mesma dinâmica do 8 Tracks, o IS é um site onde você também pode selecionar seu conteúdo musical em cima de tags descritivas ou, mais interessante ainda, procurando por artistas que tenham um estilo parecido com outros músicos que você goste. Esse artificio é ótimo para aqueles momentos de "amo essa banda, mas já escutei tudo dela e quero novis!". Por fim, ele também é uma verdadeira wikipedia do cenário indie; cada faixa tem uma descrição e cada artista, sua biografia. Uma verdadeira biblioteca, em ambos os sentidos da palavra.
Shazan  
Esse eu imagino que todo mundo deva conhecer. Lembram do tempo em que escutar uma música bacana na rua significava anotar uma frase dela para pesquisar no google depois? Esses tempos estão definitivamente mortos e enterrados, pois depois do salva-vidas que é o Shazan, ninguém mais precisa ficar escravo do papel e caneta na hora da festa. Um clique e três segundos de espera já bastam para ele te informar que música está tocando. Não quer ficar puxando o celular o tempo todo? Tudo bem, programa ele no automático que o geniozinho vai guardar tudo quanto é música que tocar, até mesmo quando seu celular estiver guardadinho dentro do bolso. Tudo fica salvo em uma pasta que você pode visualizar depois. Por fim, é só pegar as especificações de tudo e fazer o download feliz e descomplicada!
Billboard 
Meio contraditório eu mencionar a ineficiência do rádio mas receitar o Billboard como uma opção interessante. Uma coisa está completamente ligada a outra, porém, vejo o Billboard como um "aviso" do que vai estar nos rádios daqui a alguns meses, me dando assim tempo o suficiente de aproveitar um hit antes dele ficar manjado haha. Voltando na terceira página então, coloca ai um bom semestre curtindo uma música "só sua". 
MyMedia
Mais para quebrar o galho do que para qualquer outra coisa, o MyMedia te permite baixar músicas diretamente do celular, sem precisar fazer aquele pit stop no computador antes de poder escutar suas novidades em paz. Tenho-o sempre em vista e não abro mão, pois se quero escutar uma música de imediato e não estou em casa, é a ele que recorro. É fácil; pesquisar, baixar, escutar. A música que você quer na hora que você tem vontade.

Essas são algumas das maneiras pelas quais eu descubro a maioria dos hits que aparecem nas minhas playlists. Nem irei frisar novamente o quanto isso toma meu tempo e o tamanho da obsessão que tenho por achar novidades musicais pro meu cotidiano. Quem compartilha esse sentimento pode e deve conferir todos esses apps acima, e quem ainda não está quite there yet vai se viciando ai que, num mundo completamente tomado por música, só se tem a ganhar.

quinta-feira, julho 17

Dicas rápidas, práticas e infalíveis pra dar aquela ajudinha na horada make

Maquiagem é prática, isso é fato. Não adianta ter todos os produtos que as beauty freaks recomendam, nem ver a playlist completa de vídeos dos gurus do youtube, se você não botar o delineador pra funcionar e se forçar o traço a coisa não vai andar pra lugar nenhum. 
Erros são inevitáveis, mas se tem uma coisa que realmente facilita a vida é aprender com os erros das outras para, quem sabe, não comete-los tantas vezes assim. 
Eu mesma já fui autora de muitas trapalhadas quando com o pincel na mão. Hoje, pelo menos, já sei que sombra branca na pálpebra toda não tem fundo nem cabimento e que tons azulados no olho podem ser muito perigosos se não acompanhados de muito preto e marrom. 
Além dessas dicas maiores, comecei a pensar sobre as pequenas coisas. São tantos truquezinhos que a gente aprende sem querer, descobre por acaso e acaba se acostumando que vale a pena compartilhar. São macetes que deixam a vida mais fácil e podem sim salvar uma alma na hora do aperto, além de outros pequenos truques pra te ajudar a multiplicar as possibilidades da sua caixinha de maquiagem.
Iluminador no Vzinho da bocaEm pó ou pasta, uma leve iluminada no topo do lábio superior da mais volume à boca e da um efeito incrível nas fotos. Clássico "nada" que é um "tudo".
Rímel volumizador + rímel alongador + rímel curvadorSe você é que nem eu que não foi abençoada com nenhum dos artifícios acima nas pestanas, um simples combo de três rimeis diferentes fará o trabalho que Papai Do Céu deixou pra outra hora e acabou esquecendo. Mas sem exagero; poucas camadas de cada já fazem o trabalho. 
Rímel, pó, mais rímelAinda sobre cílios, uma dica que aprendi recentemente (quem me ensinou foi a Miss Teen DF, nessa entrevista aqui) foi a de passar um pouco de pó depois do rímel, esperar um tempo e seguir com o laqueamento em camadas. Palavra de miss que o negocio funciona!
Começar o delineado do cantinho O normal é sempre começar o traço de dentro para fora, fazendo o gatinho do delineado por último. Mas hora, se o tal do traço é justamente a parte mais difícil, por que não fazer ele primeiro e seguir o contorno do olho daí? É simples: só traçar um risco no canto do olho m direção à sobrancelha e seguir preenchendo de lá. Não tem erro.
Lápis branco entre os gatinhos duplos Esse é pras mais aventureiras. Se a intenção é fazer e Audrey e se jogar no gatinho duplo, uma ótima maneira de ressaltar a beleza dessa maquiagem é colocando um pouco de lápis branco entre as duas perninhas. Entre as divas dos anos 60 essa bombava.
Sombra branca nas olheiras Dormiu mal na noite passada? Sem problemas. Quando estiver com a make pronta, esfume um pouquinho de sombra branca em cima das olheiras. Ela corrige tudo o que o coitado do corretivo não teve a força para arrumar.
Bronzer, blush e iluminador para um bronze fakeTa na praia? Não? Quer parecer que esteve? O trio bronzer, blush e iluminador faz isso por você! É só aplicar cada um deles em um ponto estratégico; o bronzer fica mais concentrado nas linhas da bochecha e vem leve na testa, o blush fica nas maças do rosto e na pontinha do nariz e, por fim, o iluminador faz sua aparição nas têmporas e bem timidamente ele cobre um pouco do blush. Cara de Bali na hora!
Curvex, rímel, curvex, rímel, curvex...Pra finalizar, mais uma sobre cílios. Outra maneira bem eficaz de potencializar o poder da sua máscara e usando o curvex não apenas antes, mas depois de aplicado o rímel. Sim, o medo de quebrar as pestanas é onipresente, mas se a artimanha for feita com cuidado eles saem ilesos, te juro!  
Primer, base, corretivo... na bocaPro batom ficar a noite toda sem drama, nada de tampar a boca quando for fazer a pele. O primer, a base, o corretivo e o resto da galera ajudam a fixar o rouge para que a cor não saia sambando por ai, fora das extremidades. Se o tom em questão for mais escuro, lápis e pincel também vem bem a calhar na hora de fazer o desenho
Cotonete regado de base para limpar manchinhas pretasUma das coisas mais chatas em fazer o olho preto são os pózinhos do mal que caem em baixo do olho. Não tem quem aguente né? Graças à boa senhora da pintura facial existe um jeito de se livrar deles mais rápido que uma borrifada de Chanel N5: um cotonete (melhor amigo da maquiadora destrambelhada) mergulhado na sua base, passado suavemente por cima dos pretinhos. Eles vão embora na hora e deixam uma pele limpinha no lugar!
Pronto, sem enrolação. Dicas simples, rápidas, fáceis, práticas e muito úteis pra darem aquela ajudinha básica na hora de fazer a mágica. Afinal, se maquiar é divertido e prazeroso, mas de vez em quando as complicações pedem por uma ajudinha que só as amigas sabem como dar!