terça-feira, setembro 30

Cinco diquinhas, truques e maneiras diferentes de dar um "up" no look academia

Alguns meses atrás fiz um post contando um pouco da minha experiência "marombex", incluindo minha série, dieta e dicas gerais sem muita profundidade (até porque não sou nenhuma Gabriela Pugliesi pra ficar dando concelhos fitness por ai). Esse foi um post bem requisitado, e, junto a ele, acoplado na mesma área, também tive pedidos de meninas que queriam umas dicas um pouco mais "fashion" em relação ao cotidiano da academia. Ahá! Aí sim eu posso ter uma utilidade maior. 
Confesso que, ainda me sentindo um pouco mais segura em falar sobre shorts e camisetas do que sobre tríceps e agachamentos, procrastinei muito a feitura desse post. Não por nada, mas sim pela quantidade enorme de referências que eu demorei um pouco para conseguir afunilar. Ahh, mas já que fica difícil organizar, bora jogar tudo junto e misturado pra ter um pouco de diversão, né?

A Base

Comecei  desconstruindo o "look do dia" de academia para chegar a uma base universal, tipo que nem os grandes filósofos gregos fizeram ao tentar achar um elemento que gerasse todos os outros, sabe (#sqn), então. Nesse processo, cheguei à conclusão; pode não parecer lá tão importante pro look em sí, mas sem um tênis interessante (e apropriado), não tem produção, nem look, nem #ootd fitness que se sustente. Não precisa ter um milhão de modelos diferentes, apenas alguns poucos que combinem e conversem com suas peças e se adequem ao tipo de exercício que você pratica. Parece dica furada, mas vai por mim, essa aí vale ouro.


Cores

Vai por mim, 9 entre 10 malhadoras de plantão vão sempre apostar no combo preto + neon. E nem tinha como ser diferente! A maioria das peças de ginástica são mesmo nesses tons, mas não precisa ficar escrava dessa mistura. Look all black é tão chic dentro das quadras quanto nos red carpets, e tons pastéis dão um breath of fresh air que vai fazer você se destacar sem muito esforço. Eu não sou muito fã de peças estampadas nesse ambiente, mas pra quem gosta vale investir na fórmula print + neutro + 1 tom que esteja presente no desenho (tipo ton-sur-ton sabe?), é uma brincadeira interessante de se fazer.


Detalhes

São os pequenos detalhes que fazem um look; a meia, a luva, até a liguinha de cabelo, tudo importa! Dar um pouco de brilho a esses pequenos coadjuvantes é uma maneira esperta de trazer um ar novo e inesperado ao seu look, além de rapidamente dar um "up" naquilo que não tava lá muito interessante in the first place. Juro pra vocês, comprei uma liguinha (repito gente, uma l i g u i n h a) pink super fosforesceste quando comecei a malhar e senti que ela fez maravilhas pelos meus looks "mais pra çá do que pra cá", entende? É um detalhe tão pequeno, que todo mundo sempre ignora, vale a pena prestar um pouco mais de atenção nisso e facilmente trazer um toque de alegria à produção.


Tecidos

Uma parte crucial da construção de uma peça de academia é seu tecido. Na mão dos tecidos está o caimento, a silhueta e justamente o que muitas temem; o agarra-agarra em partes que queremos esconder e vice-versa. Sou fã do tactel para as partes de baixo, enquanto prefiro os dryfit nas blusas e camisetas. Algodão é sempre uma boa, mas para exercícios mais pesados (aeróbicos em geral) é interessante escolher algo que te mantenha mais sequinha. Tanto uma roupa para a vida quanto principalmente uma roupa para a academia devem fluir com o seu corpo, se adaptar a você e garantir conforto. Se você sente que seu outfit está brigando contigo mais que te apoiando, é hora de terminar a relação com algum dos componentes da estrutura.


Moda

Com o baque do estilo de vida fitness na mídia, marcas que não tinham muito a ver com esse universo começaram a investir em coleções que atendessem aos marombeiros de plantão. A última a se juntar ao clube foi a John John, que recentemente lançou uma linha com mais de oitenta artigos que vão de leggins a meiões passando por tops incríveis que já entraram pra lista de desejos! Ah, e claro que não da pra falar de academia como passarela sem comentar da febre das calças brilhosas da Track&Fit. Elas vestem super bem, vem em diversas cores e estarão sempre presentes em pelo menos um look ao redor da sua acad. Ainda não garanti a minha mas da próxima vez que for ao shopping vou dar uma passadinha em ambas as lojas e dar uma renovada no meu guarda-roupa fitness.


E enquanto eu desbravava a internet em busca de referências para esse post (a pessoa escreve muita coisa da cabeça gente, um pouco de pesquisa aqui e alí não faz mal a ninguém hahaha), encontrei esse vídeo que a blogueira Helo Gomes fez para o canal de moda do youtube. Nele ela da mais algumas pequenas dicas que podem acrescentar à sua visão de moda fitness. Vale o play.


Sinto que todas as vezes que falei as palavras produção, look ou outfit eu deveria ter introduzido-as e concluido-las com um belo par de aspas. Porque realmente, academia não é lugar de montação, não é lugar de dondoquisse nem de peruísse (abusar de algum desses três não é um passo pra frente, é quatro pra trás). Aparecer na academia como se estivesse indo pro VMAs é feio, talvez tão feio quando dar as caras mulambo style. Não é essa a intenção desse post, e sim compartilhar algumas dicas e formas de dar uma renovada no estilo de uma área das nossas vidas que é bastante "fashionisticamente limitada". Tudo bem levar uns minutinhos pra ajeitar o cabelo, mas não vale pegar leve na malhação por medo de estragar a maquiagem! Hahaha

segunda-feira, setembro 29

Meus quatro desfiles preferidos da semana de moda de Milão

Afastada a quase uma semana das atividades bloguisticas, nem preciso dizer que estou super atrasada com o cronograma de posts. Esses últimos dias tem sido realmente muito corridos, com o fim da minha etapa de provas e tudo, rolou aquela infelicidade de cair "tudo junto e misturado aqui agora na mesma hora" em cima do meu colo. É complicado, mas as vezes acontece e a gente tem que resolver de uma maneira ou outra, pra quando tudo estiver de volta em seu devido lugar, a gente poder regressar às atividades que nos dão prazer (como o bloguinho, no meu caso).
Enquanto eu estava por aqui, botando ordem na minha vida e lendo Dom Casmurro, lá em Paris a galera já está reunida em volta da passarela para assistir o que Ricardo Tisci, Jean Paul Gaultier, Karl Lagerfeld e outros grandes nomes do cenário francês da moda tem para acrescentar ao jeito de se vestir do verão de 2015. Mas vamos com calma, isso é assunto para outro post. Hoje, trago para o debate os meus desfiles favoritos da Milan Fashion Week. 

Não tinha como começar por outro gente. Jeremy Scott está simplesmente REINANDO na direção da MOSCHINO, sem precedentes. Depois de ter chocado geral com sua fusão alimentícios X pret-a-porter trazendo o Mc Donalds para a passarela em sua versão mais chic, foi a vez de Jeremy tirar da caixa não um lanche, mas sim um dos maiores ícones do mundo ocidental; a Barbie. Com uma coleção completamente rosa, feminina, platinada e, porque não, exagerada, a Moschino despejou sua irreverência mais uma vez e, conseguiu novamente produzir objetos-desejo a partir de um conceito bem, urr, inesperado (de certa forma, dado que não tem moda maior ultimamente que essa danada dessa Barbie). Não da pra negar que essa ainda é uma moda muito conceitual, mas aos poucos Jeremy vai infiltrando na cabeça de seus admiradores que sim, está permitido usar um conjunto de couro pink pra ir trabalhar.
Sempre gostei muito das criações de EMILIO PUCCI. Sim, são todas bem sexy e exageradas, mas sua estamparia é de fato sem igual. Esse fator, aliás, é sem dúvidas seu ponto mais forte e o pilar do seu reconhecimento. Tamanha é a fama dos desenhos gráficos de Pucci que é de chocar ver uma coleção que não abuse deles, e, ainda assim, fique incrível e com muita cara de Pucci. No verão 2015, o lado mais sexy e ousado dos desenhos da marca italiana dividiram a passarela com um menáge western X 60s mod. A mistura, apesar de impensada e bem contrastante, fluiu bem e funcionou perfeitamente da maneira que Pucci a desenvolveu. Típico desfile que faz você querer tudo, desde o prendedor de cabelo do look de abertura até o sapato da última modelo a cruzar o catwalk. 

Apelidada pelo duo "so proud to be italian" de "Sicilia Spagnola", a coleção de DOLCE & GABBANA é de fato um batido perfeito e muito equilibrado de elementos das duas potências europeias. A brincadeira trás de touradas e o que eu particularmente julgo como uma "áurea Frida Kahlo" a enfeites, bordados e pedrarias típicos da marca que só enche nossos olhos de brilho com sua riqueza. As inspirações medievais tem funcionado bem para D&G, que em pouco tempo comemoram trinta anos de carreira e não poderiam estar mais fashionably happy
Sexualidade foi sempre uma das vogais primordiais para a construção do alfabeto de ROBERTO CAVALLI. Abusar dos decotes profundos, fendas provocantes e estampas ousadas nunca foi problema para o excêntrico italiano. Entretanto, ao longo que seu olhar vai amadurecendo, a mão de Roberto ganha um toque de leveza ainda muito sexy, mas com um ar mais delicado. Sempre considerei-o um europeu muito tropical, agora com suas criações para o verão de 2015 estou ainda mais certa de que ele tem, de fato, um pézinho nos trópicos.
Até então, os desfiles italianos foram de longe os que mais me impressionaram. Estava sentindo falta de coleções que me fizessem querer atravessar a tela do computador e roubar tudinho, sabe? Pois é, tive esse desejo ao admirar cada costura de cada peça de cada estilista. Se fosse Olivia Palermo já teria tudinho aqui em casa, mas como ainda falta muito chão pra chegar lá, vai só uma capinha da Moschino?

quarta-feira, setembro 24

O caderninho de lembranças de Ingrid

No começo do mês compartilhei por aqui o diário de memórias de minha amiga Nicole. Vocês amaram, e, percebendo isso, fiquei mais atenta aos dotes artísticos (e ao comportamento nostálgico) de outras amigas minhas. Dentre as que se destacaram, Ingrid Amorim, minha super companheira de sala and das baladas (hehehe), têm me impressionado cada vez mais com a criatividade depositada em seu respectivo livrinho de lembranças. Nele, no lugar de scraps de filmes, livros e viagens, pode-se encontrar as páginas cheias de citações de suas músicas favoritas, pensamentos soltos, desenhos aleatórios e, o mais interessante; um página artística dedicada especialmente a cada uma de suas amigas. Nessas ilustrações ela captura a personalidade de cada uma, com informações que dizem respeito única e exclusivamente a essa pessoa e à amizade dela com a I.! 

 Essa última é a minha página, tem tudo!; o insta do blog personalizado com meu apelido (Teddy Picker, tipo a música do Arctic Monkeys), meu livro favorito, minhas bandas preferidas... até a logo do blog ela desenhou igualzinho! Sou apaixonada por essa página!

Cada vez que folheio esse livrinho fico mais impressionada! Talvez porque eu nunca conseguiria fazer nada parecido, e talvez porque o trabalho de "pesquisa" (que na verdade não envolve pesquisa nenhuma, pois é um processo natural que vem do conhecimento que ela já possui da personalidade e dos gostos de cada uma de suas amigas) se entrelaça perfeitamente com o criativo em sua execução. Uma maneira um pouco séria de descrever algo tão divertido, mas a verdade é que, de manhã na sala de aula, tem poucas coisas que fazem mais sucesso que o caderninho da Ingrid!

segunda-feira, setembro 22

La Vie En: Shanghai - China (por Laura Bernardes) #6

Um dos mil motivos pelos quais amo essa tag é que, estando em contato com o que acontece em várias partes distintas do globo, vejo as diferenças e peculiaridades de cada país. Falando de tendencias, principalmente, é interessante observar maneiras de se vestir e, em certos casos, próprias peças de vestimenta que não fazem parte do nosso cotidiano verde-amarelo. Essa segunda é o que a Laurinha vem nos trazer hoje, uma tendência super popular na China (que já conquistou a Europa, diga-se de passagem) que ainda não chegou no Brasil. 
Oi gente!! Ando sumida de novo hein haha agora no Senior Year (terceiro ano do ensino médio no sistema americano) a escola começa a apertar ainda mais e vida fica focada só nos estudos. Meio chato mesmo, mas é só fase né?!
Dessa vez pensei em falar sobre os tênis Feiyue. Vcs ja ouviram falar? Pois e…sao os chineses lançando moda e influenciando o design! Feiyue é um tênis que foi criado em Shanghai na decada de 20 e desenvolvido para a prática de Artes Marciais que lembram um pouco o All Star.  
Feiyue significa voando para frente e foi um tênis democrático, usado por todos os chineses. São tênis simples, de lona, bem confortáveis e com uma carinha super retro. Quando a marca foi vendida para franceses em 2006 ficou mais internacional e ganhou o gosto dos “descolados” principalmente em Paris e Londres, inclusive com um espaço bem bacana na famosa loja de departamentos Selfridges. Eu entendo perfeitamente o porque! São fofinhos demais e super confortáveis! A uns tempos estava querendo um e eu finalmente comprei na semana passada! Um pretinho básico só, mas tem vários estilos e cores, mesmo que os mais comuns de se verem por aqui são os pretos e brancos. Vejo muitos chineses usando, tanto meninas quanto meninos e poderia comparar até com as Havaianas, um sapato popular que todo mundo usa!  
Nas Olimpíadas de 2008 em Pequim todos os participantes usaram Feiyues e os praticantes de Parcour simplesmente os adoram, alem de também fazerem a cabeça de muitas celebridades. Acho que é uma moda que ainda vai se espalhar ainda mais e eu super recomendo, acho esse tênis bem legal. Beijos!!!
Bem diferente né? Achei com cara daqueles sapatos de boliche, super bacana! Parecido um pouco com All Star também, do jeito que ela falou. Achei interessante a Laura contando que eles são tipo as Havaianas ching-ling, um sapato popular, queridinho da nação e mundialmente conhecido. Quando for à China, tratarei de comprar um modelo pra mim! 

sexta-feira, setembro 19

Os melhores detalhes de streetstyle da London Fashion Week

Entre desfiles incríveis de auta-costura e enormes eventos do mundo fashion, o pessoal "das modas" sempre arranja um tempinho aqui e ali para ser fotografado em seus momentos "fashion week". A galera super se produz, faz um circo de montação e vai ficar passeando com a mão no celular pros repórteres das revistas e sites mais prestigiados fazerem um clique ou dois do "look do dia". Certo? Errado. Bom, a parte do celular é verdade (só eu acho que eles não tão mandando nada e que é tudo pose pra foto? Hahaha), mas, olhando fotos de vários sites sobre vários looks das várias semanas de moda, percebi que uma coisa tem mudado no jeito dessa gente se vestir; de alguns fashion weeks pra cá, a tal da montação sem limites tem ficado cada vez mais calma. Acho que a galera percebeu que esse look editorial não é nada prático e começou a realmente mesclar as referências fashion com a realidade adaptável. Bem mais interessante essa proposta, pois podemos ver uma produção aqui e ali e realmente nos inspirar nela de maneira íntegra, ao invés de desejar de longe para usar em uma outra realidade. Me animei bastante com algumas coisas que vi nas ruas da London Fashion Week e pensei em comentar as propostas mais interessantes nessa minha passagem rápida por diferentes ângulos de todas as fashion weeks internacionais.

Bati o olho nessa jaqueta e achei a minha cara. Ta, meio que quebra todo o meu discurso de "look usável", mas vai, diz se não da pra arrastar essa belezinha pra um dia no shopping acompanhada de um all black head to toe? Com coque podrinho e óculos escuros é cara de modelo instantânea. 
 
Amo itbags com um toque a mais, é o melhor dos dois mundos! A classe  de um modelo famoso acompanhada da originalidade (e prazer) de ver todo mundo com uma bolsa igual a sua pero no mucho. Tem marcas que dispõem esses modelos mais ousados, outras fazem sua arte sob medida. E até para aquelas que não vão muito além de seu monograma, artistas corajosos se manifestam e brincam com pincéis em cima de sua bolsa com o maior cuidado. Fiquei com vontade!
 
Vai um brinco de balinha ai? Haha, brincadeiras à parte, essa tendência lúdica tem se mostrado por aí cada vez mais. As ousadas podem apostar nos acessórios candy, nas mochilinhas e em todo o vestuário escolar a lá ninties. Já aquelas que preferem ficar um pouco mais na beirada da tendência podem incorpora-la ao seu guarda-roupa por meio de cores, estampas e cortes um pouco mais fun.  
Alguns podem achar com cara de walk of shame, mas eu acho esses looks "dia X noite" pura classe. Tipo assim; o vestido é total cocktail party, e a bolsinha também é amiga das baladas, mas jogando o manjado poncho da Burberry (já quero horrores!) por cima, um óclão de sol daqueles e cabelo bagunçadinho, o que poderia ser um look de festa fácinho rapidamente se transforma em uma bela produção para assistir ao desfile da Vivianne Westwood. Não é uma proposta difícil de incorporar, mas falta coragem para as brasileiras caírem de cabeça nesse estilo. 
Moschino dando o que falar né? Meus looks de academia precisam urgentemente de um sports bra da marca italiana! E se você não se arrisca de top de treno + colete ao contrário, talvez a proposta jeans com jeans com vibe mais sporty fique mais apropriada!
Alexa sempre linda dando aula de elegância. Aliás, esse é outro look que poderia facilmente transitar até um jantarzinho de sexta ou coisa do tipo. A bolsinha box tem jeitinho vintage e já é tendência, acho lindo!
 
Aí o modismo lúdico se manifestando novamente! Uma mochila é mesmo uma ótima maneira de tornar mais casual aquele seu conjuntinho de paetê. Tirando todo o brilho, é uma ótima ideia de look para a faculdade.
 
Tipo de look que irrita; não tem nada demais, mas é tudo de bom. Um moletomzinho charmoso, jeans skinny e chapéu. A lição a se tirar dessa produção? Acessórios de cabeça (e um belo sorriso) fazem toda a diferença.
Aí a manjada pose do celular! Haha E de novo, aquela velha história da itbag + diferencial. Me arrisco a dizer que esse modelo é da coleção de Dallas que Karlzito desenvolveu alguns meses atrás. Acompanhada desse tartan então, ta total Métiers D´Arts. 
Clash de estampas é sempre bem-vindo. A mistura das listras ficou incrível, bem "conjuntada" mesmo. E o que é essa blua pelo amor de Deus? Modernismo define. Na vida, podemos incorporar isso de duas maneiras: a) não tendo medo de misturar estampas irmãs (ou, nesse caso, gêmeas univitelinas) e b) apostando cada vez mais em blusas com recortes inovadores, faz uma baita diferença! 
Amo quando as hashtag amigues coordenam os looks! Haha. Foco no overload de estampa fazendo clash com os sólidos super fortes. Ahh, sem falar no amor eterno por conjuntinhos!
Leanda Medine nem sendo tão men repeller assim em sua saia assimétrica e moletom combinando. Aí mais uma ideia de como tornar mais diurna aquela peça total party que está encostada no seu guarda-roupa. Enquanto não aparece uma festa daquelas, você usa ela aqui e ali acompanhada das suas peças mais básicas e queridinhas!
Essa, meus caros, é a itbag do momento. A Burberry não poupou esforços e fez uma maxi bolsa com direito a levar um elefante dentro (para aquelas que não tem poder de síntese!) e uma opção enorme de cores e texturas. Achei digno!
Outra combinação das bests! E olha as listras ai de novo também! Pelo que tenho visto dos desfiles e da moda de rua parece que o verão de 2015 vai ser todo listrado, bem gráfico mesmo!
Viram como a galera ta bem mais tranquila? Gosto bem mais assim, apesar de sentir um pouco de falta das mega produções que apareciam aqui e ali, mas pra isso a gente tem Anna Dello Russo vestida de batata frita com melancia na cabeça hahaha

quinta-feira, setembro 18

Playlist #7 (Soundtracks)

Fazia tempo que não postava uma playlist por aqui né? Como disse alguns dias atrás, a quantidade de assuntos para conversar aqui no blog tem sido tão grande que eu acabei deixando tags tão amadas como essa um pouco de lado. Não por muito tempo, pois vocês sabem que eu não aguento ficar sem postar por aqui os meus hits favoritos! E como tem música no mundo né? Essa é de fato uma tag infinita.
Além de música, que vocês já sabem que é uma das minhas maiores paixões das quais eu não passo um dia sem, já contei aqui que também sou apaixonada por cinema. Falei até dos meus filmes preferidos, dos meus figurinos preferidos entre outros pitacos que dou aqui e ali sobre a -- arte. Uma coisa tem muito a ver com a outra, e era apenas uma questão de tempo até eu traçar a relação entre as duas e trazer aqui minhas trilhas sonoras favoritas! Porque sério, tem filmes cujas cenas são tão bem projetadas em cima da música, ou a música em cima da cena, que a gente se emociona. Mas afinal, não é esse o grande ponto da coisa toda? 



Crown On The Ground - Sleight Bells (The Bling Ring) 
Quando assistimos um trailer, um trailer genuinamente bom, um fenômeno se desperta; nos sentimos na pele do personagem. Seja ele um bêbado correndo em alta velocidade ou um adolescente rebelde assaltando casas de famosos, um bom trailer está sempre embalado por uma música que, querendo ou não, combina com os personagens da trama. E é assim que eu me sinto quando escuto "Crown On The Ground", como se eu fosse um dos bandidinhos de The Bling Ring. É só botar ela pra tocar que eu já estalo meus dedos desesperada por a) um óculos de sol bem grande b) Chanel e c) um celular pra ligar pra minha amiga Paris e combinar um jantarzinho com a Linsay Lohan. Agora eu pergunto, tem magia maior que essa? 



I Need You - M83 (Divergent)
Não, eu não li o livro, eu não conhecia a série e eu não fazia ideia da história. Mesmo assim, eu a-m-e-i esse filme. Uau, que grande revelação né? Uma adolescente gostar de uma trilogia de romance juvenil de ficção científica. Realmente, não fui muito original nessa, mas nem tinha como, o filme é mesmo bom galera. Tem várias cenas que voltam como flashes, uma delas, provavelmente a mais emocionante de todo o filme (ok, aí que entra a minha individualidade por não ter escolhido como mais heartwarming a manjada cena do "grande beijo"), é quando Tris - protagonista vivida por uma ainda cabeluda Shaileene Woodley - cruza a cidade numa tirolesa de tirar o folego. O som que embala essa viagem? I Need You, do M83. Eu já era mega próxima dessa música e te-la ali, naquele momento, voando com a Tris... foi simplesmente o casamento perfeito.



Girl, You'll Be A Woman Soon - Urge Overkill (Pulp Fiction)
E por falar em cenas favoritas, como não amar o momento mais épico de Pulp Fiction? Ok, ok, o clássico de Tarantino tem incontáveis momentos incríveis, mas o meu favorito sempre foi o encontro de Vince com Mia. Todo aquele discurso dela sobre o silêncio, e como nós precisamos parar de nos sentir desconfortáveis quando bate aquela pausa dramática numa conversa e como temos que começar a apreciar o silêncio em companhia dos outros é genial. Mas calma, minha cena preferida ainda não é essa. Lembra quando eles chegam na casa dela, e ela coloca a música e começa a dançar? Pronto, ta aí, meus dois minutos favoritos do filme (ficam pouco na frente do tiro acidental do Vincent no carro e da aparição poderosa do Wolf). Porque? Não sei, acho que o embalo da Mia me cativa. Claro que ela tinha que estragar tudo quase morrendo por ter confundido heroína com cocaína ali na hora, mas esses poucos segundos em que ela dança, canta e vibra "Girl, You'll Be A Woman Soon" já valem todas as convulsões e sangramentos nasais. Essa é a música do filme, essa é a música que quando alguem pensa em Pulp Fiction, vem à cabeça, essa é a música que entrou pra história do cinema. 



No Church In The Wild - Jay Z feat. Frank Ocean (The Great Gatsby)
Existem dois tipos de filme em Hollywood: os que colocam músicas em suas cenas, e os que fazem uma trilha-sonora. Sim meus queridos, existe uma diferença. Uma trilha-sonora leva trabalho, pesquisa, criatividade e, muitas vezes, criação própria. Pode perceber que os grandes blockbusters, os longas que tem investimento de peso em sua produção, vem acompanhados de uma trilha feita sob medida que se adequa a cada segundo de sua trama. The Great Gatsby foi um desses grandes filmes, que reuniu para compor sua musicalidade artistas como Lana Del Rey, The XX, Fergie e, juntos de maneira nunca antes vista, os reis do hiphop Jay Z e Frank Ocean (amo ♥). Essa união dos dois rendeu um fruto lindo, chamado "No Church In The Wild", que é uma daquelas poucas músicas que unem letra (muito. bem. escrita) e ritmo, sem deixar a desejar em nenhum dos dois. Tem cada frase nessa música que meu Deus, faz você parar pra pensar. E o interessante é que elas batem em você aos poucos, pois estão tão bem entrelaçadas com as notas do hit que é difícil distinguir o que é batida do que é palavra.



Pursuit Of Happiness - Kid Cudi (Project X)
Todo adolescente que se prese já viu e, consequentemente já sonhou com uma festa igual à do filme Project X. E enquanto esse sonho não se realiza para a maioria, a gente se agarra na música mais marcante desse filme insano e reza pra que um dia algum maluco esteja disposto a colocar fogo na própria casa e afundar o carro do pai só pra que a galera tenha a noite mais inesquecível de suas vidas! Hahaha Brincadeiras a parte, é um hit "das baladas" super animado ao mesmo tempo que leve. Quando toca, é sucesso (e "uhuuuul") garantido. 



Everybody's Gotta Learn Sometime - Beck (Eternal Sunshine of a Spotless Mind)
Já falei aqui que um dos meus filmes favoritos da vida é "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças". Por seu enredo inesperado e atuação intensa? Com certeza. Mas nenhum filme alcança esse status acompanhado apenas destes artifícios. Pra mim, tem que ter algo a mais, e esse algo está fincado na voz de Beck em sua versão do clássico "Everybody´s Gotta Learn Sometime". Uma música calma, mas poderosa, daquelas que consegue penetrar fundo sem abdicar de sua leveza, de sua harmonia. A melodia desse cover é tão suave que pode até fazer você querer dormir, mas a emoção presente nela, a calma melancólica na voz de Beck e o ritmo gostoso de se ouvir podem, e isso eu digo sem exageros, instigar algumas lágrimas aqui e ali (principalmente se a experiência for acompanhada do filme, ai é chororô na certa sem eufemismo! Haha)



Nights In White Satin - Moodly Blues (Dark Shadows)
Um dos filmes que eu mais vi na vida, acreditem ou não, é "Sombras da Noite". Nem tinha como não ser; virtuado nos anos setenta, estrelando Johnny Depp arrasante de vampiro? Tinha apenas de ser um dos melhores longas dos últimos tempos. Ahh, e sabe essa parte dos anos setenta? Ela é incorporada em tudo galera. Vestuário, comportamento e, claro, música! Dentre os inúmeros hits vintage da trama, o que mais marcou esse filme pra mim foi "Nights In White Satin", do Moodly Blues. Escuto essa música e pá, lá estou eu em Collinswood aprendendo bruxarias com a Angelique de dia e sugando o sangue de operários com o Barnabas a noite. Essa música tem uma atmosfera nosferática toda dela, e acho que, por eu já ser previamente instigada por esse estilo, eu me identifiquei bem com a fantasia que cobre esse hit. 



Once Upon A Dream - Lana Del Rey (Maleficent)
Digam o que quiserem do cover que a Lana fez de "Once Upon a Dream". Que ficou macabro, que parece alguém morrendo, que ta muito pesado... Gostem ou não, uma coisa é certa; super. combinou. com. ela. Não tinha no mundo alguem melhor pra fazer a trilha de Maleficent, e não tinha enredo melhor para trazer vida a uma música da Lana. É aquela velha história do casamento perfeito, uma coisa combinou totalmente com a outra. O ar dark e sombrio que Del Rey trouxe à antiga canção da Disney não podia ter ficado mais apropriado para com essa nova versão da história de Malévola. E sim, apesar de eu achar que a voz engrossou um pouco demais aqui e ali, não tem como negar que essa música tem uma certa magia. 
Assistir filmes com os olhos de um aficionado por músicas é bem mais legal, né? Haha. Eu até entendo a proposta de alguns diretores para diferentes gêneros onde a trilha-sonora é dispensável, mas sinceramente, pra mim, assistir a um filme que não tenha música é a mesma coisa de comer uma pipoca que não tenha sal; o gosto ta lá, mas cadê a graça? 

terça-feira, setembro 16

Look Do Dia: Matchy

Posso falar uma coisa? Combinar faz bem pra alma. De verdade, quem nunca tentou, tente. Um look monocromático, um crash de estampas, um ton-sur-ton... É tipo terapia de doido, mas eu juro que funciona. 
Eu amo fazer essas brincadeiras nos meus looks, acho que um pouco impensado. Irônico, pois a combinação de coisas iguais é sempre o mais esperado. Entretanto, na moda, aprendemos desde cedo que combinar é brega, que o negocio é coordenar. Sim, essa é outra palavra interessante de se ter em seu vocabulário fashion, mas como tudo na vida, antes de se destruir, desmontar, desconjuntar é legal saber fazer exatamente o oposto.


Cropped: Sammy
Short: Zara
Bolsa: Marc Jacobs
Óculos: Rayban
Rasteira: Acervo

Tudo isso pra falar desse semi-conjuntinho que usei para um churrasco alguns dias atrás. As peças foram separadas no nascimento, de fato, e quando bati o olho nas duas bateu aquela pontada "humm, será?". Pra responder, só provando e, consecutivamente, amando! Fui com a cara do look na hora e arremetei apenas uma rasteirinha e bolsona amiga pra complementar. Ahh, e óculos escuros que não podem faltar, né? Todos com um tico de verde, um tico de azul, um tico de roxo e, porque não, um tico de brilho. Acrescentando detalhes mais over the top a uma produção simples nós criamos um resultado final mais completo, mais esférico e mais dinâmico. E se fizermos tal em cima de um look combinadinho então, prometo a vocês que o resultado irá surpreender!

segunda-feira, setembro 15

Uma análise sobre a NWFY e o que ela apresentou de novo para nossos closets

Depois de um momento couture em Paris e Milão, as semanas de moda Primavera/Verão voltaram para Nova York para fazer seu caminho novamente até os hot spots da Europa. Os desfiles de Londres já estão rolando, mas enquanto Cara Delevigne e Kate Moss torram a sola do pé na passarela, eu fico aqui babando pelas coleções dos estilistas americanos que apresentaram suas novas criações na Big Apple.
Com uma interligação fita por um fio de elementos hippie, a semana de moda de Nova York apresentou inúmeras referencias à década de sessenta; as loucuras dos festivais de música estilo Woodstock, a make nude acompanhada de cabelo "zerado" e o leve flerte com a vibe western. Além dessas características, presentes nos desfiles de Altazurra, Rodarte, Tommy Hilfiger, Anna Sui e Jeremy Scott, mais vertentes da moda dessa década foram apresentadas em outras passarelas. Michael Kors, por exemplo, trouxe a feminilidade da mulher dos anos sessenta para brincar com o espirito jovem e livre da adolescente da mesma época, misturando Candice Swanpoeal de cropped e shortinho com Carol Trentini, de vestido floral a lá dondoca. 
A Lacoste também trouxe um pouco dos shapes mod dessa época. Um movimento marcado por listras, que marcaram sua presença no desfile da marca francesa em tons abertos e também nas criações de Alexander Wang, que se firmou mais uma vez ao seu estilo minimalista de fazer design.
Entre os pontos que se destacaram para mim, as face tattos de Tommy Hilfiger realmente colocaram os pingos nos Is desse desfile tão nostálgico e ao mesmo tempo tão atual. As estrelhinhas coloridas nas tèmporas das modelos fizeram seu complemento e sim, me deixou com vontade de fazer igual (não permanentemente, claro, só pra dar um pulinho ali no Coachella e voltar). Se fosse do marketing da marca, investiria na produção dessas fofuras, mas acho que essa foi apenas uma "moda de desfile" mesmo. Além delas, também me apaixonei pelas bijuterias e bordados de Ralph Lauren. Diferente de tudo que já vi a marca apresentar, as pedrarias coloridas que enfeitavam os looks do meio para o fim do desfile eram de prender o olho. Cada uma mais linda, trabalhada e colorida que a outra.


Por fim, também achei interessante, apesar de um pouco maluco o projeto que a Miley Cyrus apresentou em colaboração com Jeremy Scott. Os dois já são bffs de longa data e aproveitaram da afinidade e dos gostos parecidos em relação à moda divertida e se juntaram em uma exibição que estrelava esculturas doidinhas feitas por Miley. As obras, parte lúdicas, parte incompreensíveis, eram misturas de materiais e bijuterias super ninties com muita cor, muito neon e muito brilho, parecidíssimas com as criações que Jeremy mandou passarela a baixo. 


Honestamente, achei a NYFW cheia de ideias boas, mas execuções que não atiçaram meu interesse. Além desses dois itens-desejo citados acima, não me peguei desejando muita coisa não. Claro, um vestidinho preto daqueles da Versus não cairia mal, e também poderiam mandar a coleção inteira do Oscar de la Renta que eu não iria reclamar, mas obcecar eu não obcequei por nada. 
Entretanto, não perco meu espírito e positivismo, pois a semana de moda de Londers está aí e eu já ví coisa o suficiente pra dar aquela animada. A bola ta contigo Stella! Hahaha